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sábado, 18 de fevereiro de 2012

Transmutante

Se eu não cantar hoje
Vou explodir.
Preciso expurgar
Tudo de ruim
Que me sufoca.
Preciso estrangular
O que me estrangula:
A revolta,
O tédio,
A mágoa.
Cada agudo é um tiro mortal,
Desfigurante,
No meio das caras hipócritas.
Espasmo alucinante,
Transmutante.
Canto pra extravasar,
Pular,
Dançar.
Canto pra conter
Minha fúria,
Um surto,
Contra a boçalidade do mundo.
Canto pra não deixar acontecer
A carnificina que quero fazer.

2 comentários:

  1. Bem vinda querida Lucia!

    Contra a boçalidade do mundo.
    Canto pra não deixar acontecer
    A carnificina que quero fazer.

    Realmente na poesia podemos colocar o coração e transmutar o caos do mundo. Parabéns pelo belíssimo poema,bjs MIL.

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  2. Lucinha... tanto já se disse que quem canta seus males espanta... e teu poema vem confirmar isso... desanuvia a alma, desopila o fígado, enleva o espírito, purifica o coração... continue cantando, não dê bola para a "platéia" tão crítica... cante, cante alto, cante livre... belo teu poema, beijos de VC

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