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domingo, 12 de fevereiro de 2012

Para Whitney Houston

por Lucia Andrade

Ninguém me ouviu gritar,
Ninguém me viu chorar,
Ninguém me viu...
Tantos ouviram a minha voz,
Tantos cantaram comigo,
Mas ninguém me ouviu.
A minha pessoa gritava
E pedia
Um pouco de atenção,
De afeto,
De amor...
Até que minha voz sufocou,
E eu mergulhei
No mar profundo da solidão.
Uma onda imensa de dor
Me tomou nos braços
E me levou.
E agora que me calei,
Meu grito ecoa no infinito,
Onde todos podem me ouvir.

Um comentário:

  1. Trágica a história dessa morte, Lucinha. Uma mulher linda, inteligente, com a voz abençoada, boa interprete. A vida pessoal devia estar porosa demais para ruir dessa forma, mesmo... lindo teu poema. Acho que foi bem por aí mesmo, solidão, muita solidão. Vai fazer falta, um talento que se vai.
    A missão acabou ou foi interrompida? os caminhos poderão ser árduos, um período ruim. Que Deus tenha piedade. Beijos Lucinha, de VC.

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