Pesquisar este blog

domingo, 5 de fevereiro de 2012

O poeta chorou! Poema MIL.


O poeta chorou!

Recolhido ao badalar das nove horas 
Em que o sol fechou o dia suave e manso
O poeta sentou e chorou em seus versos
Recolhido e ensimesmado no seu canto
Descerrou os véus negros do silêncio
Escreveu do tanto que é desconexo
A dor de amor, a dor de sentimento
Solidão que maltrata e a inconsciência
Das vidas sem rumo e sem nexo
Falou do homem, do bem e do mal
Sobre a natureza dos elementos
Sobre a integridade e o que é vital
Da heresia que viceja nos intelectos
Que prostra e esmaga o semelhante
Das atitudes, dos atos tão incoerentes
Não fez poesia apenas deixou seu pranto
Ao recordar escorrendo sobre o papel
Chorou os beijos e abraços do seu amante
As noites enluaradas e os encontros
Que se foram para todo o sempre
Não pode dormir o sono dos justos
Recolhido ao badalar das nove horas
O poeta sentou e chorou em seus versos!

Maria Iraci Leal_MIL
POA/RS/Brasil
13/09/11
D.R.Creative Commons License

4 comentários:

  1. Maria,não sei se li este poema,mas ao lê-lo agora,adorei,é lindo ,belo demais...parabens...bjs dcs

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigado querida Sara, que alegria ter tua presença aqui no Buteco, ameiiiiiii, mil bjs MIL.

      Excluir
  2. MANINHA MIL... o poeta que usa o papel como absorvente dos seus sentimentos, das suas sensaçoes... a incursão no mais profundo, no âmago, trazendo a tona o que houver... beijos da MANA VC

    ResponderExcluir