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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Nas lavouras do Sul... Poema MIL.


Nas lavouras do Sul... 


Dos olhos sem viço e sem alegria 
Descem lágrimas tristes, temerosas 
Dos rostos transfigurados 
Quedam-se pelas faces crispadas 
Em mais uma noite, longa de espera 
Pela chuva, o pranto do céu amoroso 
A vida que revitaliza nossa terra 
Venha aguar nosso rincão amado 
Nas horas longas de mais uma noite  
Interminável e tensa madrugada 
Na espera dum milagre, o da chuva 
E não seja de todo perdida 
A labuta, o plantio e a colheita 
A luta desta gente sofrida 
Suas lavouras e o sustento 
O alimento nosso de cada dia
As artimanhas do tempo  
Com sua grotesca bruma 
Deixa só dor e lamentos 
Lágrimas nos rostos 
Faces transfiguradas 
Semblantes chorosos 
O tempo todo eis que a morte 
Anda á espreita no Rio Grande 
Nas lavouras do rincão amado! 


Maria Iraci Leal/MIL  
POA/RS/Brasil /22/02/2012
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3 comentários:

  1. TRISTE,MAS FICOU LINDO.
    DÁ VONTADE DE CHORAR AO LER
    PARABÉNS AMADITA.BJOS

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  2. Obrigado amadita, tive que fazer um poema para o nosso agricultor, bjs.

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  3. "A labuta, o plantio e a colheita
    A luta desta gente sofrida
    Suas lavouras e o sustento
    O alimento nosso de cada dia"

    Dá pra sentir o desespero do povo, vendo tudo se perder, sem nada poder fazer... incrível teu poema MANINHA MIL... beijos de vc

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