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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Eu sou nada e tudo /Poema MIL.














Eu sou nada e tudo 


Eu sou um nada no mundo 
Mas um fragmento revelado 
Na fé, na força do eu profundo 
Mas tal qual o mistério dum rio 
Que corre manso e tranquilo 
Carrego minhas pedras e entulhos 
As tristezas e mágoas vividas 
Eu sou um nada que morre todo dia 
A cada dor que me é impingida 
Mas renasce na luz da esperança 
Quando alguém me acarinha 
Talvez tenha até fracassado 
Nas batalhas do cotidiano 
Pra mim sem nenhum sentido 
Tão fora de tudo que acredito 
Eu sou fragmentos, restos de dores 
Caminhada de sofrimentos 
Como nem sei só Deus sabe 
Dei e dou a volta por cima 
Eu sou o nada e o tudo 
Uma criatura, um ser humano 
Que erra e acerta, chora e ri 
Cai e levanta, sempre continua! 


Maria Iraci Leal_MIL 
17/01/2012 
POA/RS/Brasil

Um comentário:

  1. Em algum momento da leitura dos teus versos... lembrei de GUITA de RAul Seixas... sou o INICIO, O FIM E O MEIO...
    Restos de dores, nada e tudo... sempre disposta a levantar e dar a volta por cima... isso é só uma das coisas que admirio em você... lindo isso!!! amei... beijos de VC, MANINHA MIL...

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