Pesquisar este blog

sábado, 31 de dezembro de 2011

ANITA A MULHER UM CANTO OCULTO

cats
ANITA UMA MULHER
episodio I
cotidiano

ANITA UMA MULHER

Cotidiano

Me chamo Anita.
Sou uma mulher mais ou menos resolvida, casada, mãe de dois filhos lindos.
Meu marido nunca foi aquele amante que nos mulheres sonhamos em ter, um atleta sexual, ma o amor veio preenchendo essa lacuna da nossa convivência.
Tenho 49 anos, fiz letras, falo corretamente o ingles e o espanhol, toco piano e, como esposa e mãe tenho me saido muito bem.
Júlio e eu, apesar das minhas frustações, nunca levantamos sequer a voz um para o outro.
Nossos filhos estão muito bem encaminhados, jamais nos deram problemas, seria uma felicidade plena se eu não sentisse que me falta algo, principalmente no que é relativo a nossa relação sexual. Não sei o que falta, se sou eu ou se
é a maneira de Júlio encarar o sexo.
O tempo vai passando e meus afazeres são tantos , que não sobra muito tempo para eu pensar em mim.
No entanto acho isso normal, pois nós mulheres somos assim dedicadas e acabamos nos repartindo em muitas, preocupadas que somos com casa, marido, filhos e vida profissional.
Temos tanto amor pra dar que vamos nos dividindo e esquecemos nosso eu, nossas vontades, nossos anseios, nossos sonhos, tudo vai  ficando armazenado, encaixotado, dentro do nosso peito.
Nem percebemos quando o vazio nos assume e passamos a agir mecanicamente como que robotizadas.
Deixamos de lado nossas vaidades e é quase como se não tivessemos mais amor próprio.
Conversando com uma amiga, minha melhor amiga diga-se de passagem, começamos a conjecturar sobre como estava nossas vidas. Eu
que nunca tenho pra quem falar sobre minhas angustias, dasabafei tudo.
Ela me diz que não se acha a pessoa certa pra me falar qualquer coisa que possa me ajudar,ão ser me indicar uma analista que sabia ser muito competente.
Eu, sempre fechada como ostra, não admitia falar de minha vida pra ninguém, ainda mais pra uma pessoa que eu nem sequer conhecia.

ANITA UMA MULHER
Episodio II
A quase consulta

A quase consulta

Estou na sala de espera, uma sala de extremo bom gosto, sóbria, aconchegante.
Estou ansiosa, com um certo receio , diria medo mesmo. Apresento-me a recepcionista que me diz em um tom amigável pra aguardar, que a próxima a ser atendida, serei eu.
Sento-me a espera e ouço um fundo musical de piano, diferentemente daquele burburinho de pessoas falando e tvs que invadiram outros consultórios.
Já passava das dezoito horas quando a moça se dirige a mim e diz:
Chegou sua vez dona Anita., pode entrar.
Entro, não vejo ninguém, fico meio sem saber o que fazer, então escuto uma voz calma e doce vindo de um outro compartimento:
Anita, pode se sentar, já lhe atendo num segundo
Sento-me. De repente ela entra. Uma senhora nos seus 62 anos, cabelos grisalhos, olhar profundo, sorriso marcante, linda mesmo.
Estende-me as mãos pra me cumprimentar, são macias, com unhas bem cuidadas.
Começa a falar-me e eu, fixada nos seus olhos, seu sorriso estou pasma, muda.
Anita? Anita? ouço-a chamando-me.
Pareço acordar de um torpor. Estava devaneando em plena consulta.
Começamos a sessao. Não sei muito bem o que foi dito ali.  Acho que não prestei atenção, tão encantada estava com aquela mulher.
De repente , senti um choque ao perceber que aquela imagem de mulher, o toque suave das suas mãos, a candura daquela voz vieram pra preencher aquela lacuna, aquele vazio que ha tanto tempo eu sentia.

ANITA UMA MULHER
episodio III
A AMIGA


Com o passar do tempo, Leila (esse era o nome dela) e eu , nos tornamos amigas, passamos a nos frequenta.
Fora do âmbito profissional, pude ver o quanto ela era meiga, carinhosa, atenciosa..
No entretanto, ao mesmo tempo que eu sentia um grande prazer com isso , o meu medo com a sua proximidade crescia.
Quando ela se aproximava eu sentia um reboliço no meu íntimo acompanhado de uma grande alegria.
Eu tentava de todas as formas não pensar mas lá no fundo do meu coração sabia o que estava acontecendo. Eu estava apaixonada por aquela mulher cativante, tão madura e ao mesmo tempo tão menina.
Seria eu lésbica e nunca havia percebido?
Pensava no que fazer. E se eu me declarasse e perdesse a amiga e a Terapeuta?
Jamais havia pensado em mulher como uma parceira. Nunca havia sentido desejo pelo sexo feminino.
Devo me afastar, matar isso dentro de mim e fugir da tentação de contar a ela dos meus devaneios.
No entanto, a cada dia que passava, mais e mais estávamos juntas , fosse em minha casa, no consultório, ou na casa dela.
O amor e o desejo estava me consumindo cada dia eu mais e mais a desejava e a amava

EPISODIO IV
REVELAÇÃO
REVELAÇÃO.


Todo mes de novembro Júlio viajava a trabalho na empresa onde trabalhava.
Ficava cerca de uma semana em congressos proferindo palestras. Nos despedimos. Confesso que a partida de Júlio me causou um certo desconforto.
Em anos anteriores eu não sentira essa insegurança, esse temor de ficar só.
O meninos, um fora cursando a Universidade e o outro práticamente na casa de Cris, sua namorada esposa.
Voltei pra cama e fiquei tentando cordenar meus sentimentos e conter minha insegurança de me sentir desprotegida.
Não sei bem quanto tempo permaneci ali so me dei conta que passara muito tempo porque o telefone tocou.
Era Leila:
- Oi querida, vou dar uma passadinha ai pra te ver, posso?
- Claro, pode vir, estou só. Explico o porque de eu estar sozinha.
Desligo o telefone, subo, entro no banho, e acho que demoro mais do que o previsto pois mal acabara de tomá-lo, ainda estava envolta na toalha, quando a campainha toca.
Fico sem saber o que fazer, ela viera mais rápido do que eu pensara ou eu tinha perdido a noção do tempo?
Recebo-a e peço que me aguarde por uns momentos, não dera tempo de escolher uma roupa, visto uma camiseta de Júlio, desembaraço os cabelos ainda molhados e vou ter com ela na sala.
Ela me olha e dá um daqueles sorrisos de  derreter  sorvete. Eu,  de camiseta, meias brancas e cabelos soltos ainda molhados, cheirando a perfume de banho, ofereço-lhe um vinho. Ficamos conversando. Eu fascinada por aquele momento tão somente nosso, sem interferencias, totalmente sós eu e ela.
O tempo muda repentinamente, raios, trovões e muita chuva. Na tv o repórter pede pra que todos permaneçam em casa pois ha vários pontos de alagamento e o trânsito está infernal.
Leila sorrindo , diz em tom de brincadeira:
-É querida, parece que teremos que dormir juntas.
Fico petrificada com a idéia. Não balbucio palavra que seja.
E então, repentinamente, ela se vira pra mim e diz:
- Vamos querida, até quando voce vai esconder da sua terapeuta o que os seus olhos há muito tempo já confessaram pra sua amada?
Travei. Não queria acreditar que ela ja percebera tudo  sem que eu falasse.
Parecia até aquelas poesias eróticas que lí em um livro chamado REFUGIOS DA ALMA CORAÇÃO de um poeta que eu adoro ler , André Ruiz. Coisa de Lispector, sei lá,  um conto.
Ela se aproximou e delicadamente me beijou, senti um frêmito de paixão em mim.
O segundo beijo me tirou do chão, nunca fora beijada assim antes .
Levitei, fui as nuvens e voltei.

ANITA UMA MULHER

EPISODIO v
COMO SE FOSSE
A PRIMEIRA VEZ


Subimos.
Eu, louca, cheia de paixão, de desejo mas ao mesmo tempo com medo, atordoada, confusa. Não sabia o que esperar de mim mesma diante daquela situação inusitada e jamais sentida.
Leila, com seu olhar compreensivo, com aquele sorriso meigo me acarinhava e ao mesmo tempo me acalmava , fazendo-me perder o medo. A cada segundo mais e mais eu desejava ser acariciada por aquelas mãos macias, beijada por aquela boca sequiosa de paixão. Seus seios, apesar da idade, pareciam dois montes de Venus, brancos, rijos, macios.
Sua feminilidade exalava desejos, suas essencias intimas tinham cheiro de flor.
Nos entregamos em carinhos, beijos, gemidos. Confesso que não tinha noção da realidade tantas vezes ela me havia deixado em êxtase.
Não sei quantos orgasmos tivemos. Abraçadas, de conchinha,, adormecemos, exaustas de amar.
Acordei com um barulho vindo da parte inferior da casa.
Meu Deus, quem seria?
Um dos meninos, Júlio?  Não , Júlio não podia ser,  ele havia viajado  há poucas horas.
O que fazer? Antes que eu tivesse tempo de pensar novamente, ele já estava dentro do quarto.
Me desesperei, passou toda uma tragédia em minha mente em segundos. Como expicar a traição? Como dizer a Júlio que aquilo não era uma coisa sem importancia, passageira? Como dizer a ele que eu nunca em toda a minha vida me sentira tão amada?
Enquanto ele tenta explicar o porquê da volta tão abrupta, percebe que há mais alguem no quarto.
Fica em silêncio, eu estou trêmula sem saber o que dizer.
Então, ele me surpreende. Me deixa de queixo caido ao dizer:
- Finalmente voce acordou.
- Finalmente voce descobriu o que te faltava;
- Leila sorri e estende as mãos chamando Júlio pra nos fazer companhia.
Nos entregamos totalmente os tres. Júlio, excitadíssimo me ama como jamais me amara antes.
COMO SE FOSSE A PRIMEIRA VEZ.
Acho que nossos problemas foram resolvidos.
Bem isso é apenas um conto; um sonho de um contista iniciante

Sarau Virtual/ Acesse meu canal no Youtube / llmariairaci


Uma produção que fiz com muito carinho!
Homenagem ao dia nacional do poeta no Brasil!

FELIZ 2012 para todos, bjs MIL.

FELIZ ANO NOVO


"Para sonhar um ano novo que mereça este nome,
tu, meu caro, tens de merecê-lo, tens de fazê-lo novo.
Eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente.
É dentro de ti que o Ano Novo cochila e espera desde sempre"
[Carlos Drummond de Andrade]

Alegrias para um ano novo,
Novas chances para nós acertarmos!
Curtam a virada. Façam um brinde por mim!
Feliz 2012, meus amigos queridos.
Grata!Namastê! Beijos da Silvia!

Talvez o amor seja/poema MIL.



Talvez o amor seja... 


Talvez o amor seja 
Um santuário ou um  lugar 
Aonde um dia cheguemos 
E de corpo e alma 
nos entreguemos 
Após longa caminhada 
Após tanto buscar 




Talvez o amor seja 
A morte de ser 
Matar o ego e renascer 
Indo em vida muito além 
Das emoções e das razões 
Seja apenas a nobreza 
Que se perdeu 
Ou outra razão 
Cujo sentido é amar por amar 
Talvez o amor seja apenas 
E tão somente 
Doar e compartilhar! 


Maria Iraci Leal_MIL 
15/01/11 Modif.31/12/2011 
D.R.Creative Commons License

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

A DANÇA DAS HORAS



entre o amanhecer
e o entardecer,
saberás
quantas horas o meu tempo tem?
são longas, meu amor,
vividas minuto a minuto,
pois não estás aqui.

são horas pesadas,
que escorrem na memória,
brotam nas lágrimas,
gritam na saudade,
inspiram poemas
bem aquém da emoção.

não estão nos relógios,
estas imensas horas,
porque vibram,
secretas,
no mistério do coração.

Ah, meu louco amor
[distante]
nunca saberás quantas horas
o meu solitário dia tem.
entre o amanhecer
e o entardecer.

não vivo o dia,
antes me deixo derramar por inteira,
à beira de uma espécie de eternidade
sobre a qual me faltam palavras
para te explicar
o que afinal é eterno em mim.

...e agora,
que mais uma longa noite se apresenta
vejo-me nua de teus versos
tão ausentes de mim.

deixo-me, então,
envolver-me por densos véus,
odalisca silenciosa
entregue à miragem do teu regresso!

[31/05/2011]
[Publicado no Recanto das Letras em 31/05/2011
Código do texto: T3004489]
[Foto: Google]

Fantasmas não existem/Fantasmas existem? Dueto: Vera Celms e Maria Iraci Leal


quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Feliz 2012 aos amigos, poetas e leitores do Buteco!


Queridos amigos, 
leitores e poetas do Buteco! 


Para todos um feliz 2012. 
Renovadas sejam as esperanças. 
Renovadas sejam as alegrias. 
Seja um ano de muitas realizações. 
Seja um ano de muita paz e amor. 
Obrigado por sua companhia.
Obrigado por sua amizade.
Por prestigiar-nos.
Por sua leitura.
Por suas obras poéticas. 
Que ao iniciar de um novo ano, 
possamos juntos continuar.
Ligados pelo amor.
Butecando poesia!


Grande abraço, FELIZ 2012, bjs MIL.

Quase olhei


 
Quase olhei
Por que nem ao menos olhei para trás?
O que mudaria se eu tivesse olhado?
Eu voltava correndo para seus braços
Para beijá-lo de verdade
Entregar-me-ia de corpo e alma
Perderia totalmente a sanidade
Lutei fortemente contra esse desejo insano
O coração, porém gritava desesperadamente
Implorava para que eu ao menos olhasse
Tentei ser forte ao sentir você seguir seu rumo
                                               E em meio as minhas lágrimas                                              
Quase entrei na contra mão
Quase fiz a ultrapassagem perigosa
Colocando em risco todo o trânsito
Quase olhei... Porém segui meu caminho
Na tentativa de suportar a dor
A dor de ter dito não a minha falta de coragem!
LADY VAL

NESTE FINAL DE ANO, SÓ PARA CONTRARIAR, VIVA ESTE MOMENTO




Ufa! Você sobreviveu ao Natal, tirou o sapatinho da janela - antes que o roubassem – e aguentou todas aquelas mensagens de paz que pipocaram na net e na tevê antes da missa do galo.

Agora, no Ano Novo, seja simples, um Forrest Gump.

Pelo menos esta noite, divirta-se, vivendo o seu momento.

Um amigo de Dorothy Parker foi sincero quando a escritora tentou, pela enésima vez, o suicídio: "Dorothy, se continuar com isso vai acabar doente".

A frase serve para quem está disposto a se aborrecer novamente com a chegada de 2012.

Portanto, saia dessa!

É verdade que nenhuma livraria recebeu ainda qualquer exemplar de "Como Ser Feliz No Seu Réveillon", mas por que não começar você mesmo a escrever o primeiro capítulo tomando um banho de champanhe na frente de toda a família.

Lembra daquela música dos Menudos: "Não Se Reprima?" Nessa filosofia, como o ano que se inicia é um enorme livro aberto de 365 páginas em branco, a trilha sonora já está garantida com o velho e bom Gonzaguinha perguntando várias vezes "como será o amanhã?".
Responda quem souber.

E aqui vai um palpite: é enorme a possibilidade de você ser mais feliz agora do que no réveillon de 2013.

Assim, pare de reclamar que toda essa festa é para o comércio faturar os tubos (epa, essa doeu em mim...) e caia na folia.

Se você precisa de mais um sinal, tire o disco do Gonzaguinha e ouça Ataúlfo Alves, aquele que olhou para a infância miserável no interior de Minas e escreveu: "Eu era feliz e não sabia".

Estava escrito há décadas nas estrelas das canções.

Agindo assim, você esta eleito para um ano muito especial.

Mas se nada disso der certo, não me mande e-mails, reclamando.

A culpa não é minha

É, no mínimo, da Dilma.

Que sabe tudo de simpatia.
..................................

No Ano Novo, sem poder prever o que o destino
reservou para os próximos 365 dias,
nos lembra que viemos do pó.
E, como diz Millôr Fernandes,
temos que tirá-lo dos móveis diariamente.
Cest’t La vie!

.....................................

[silvia mendonça]
[Foto:web]

Dueto:FILHOS DO SILÊNCIO (Rogerio Miranda,poeta da paz) REBENTOS SEM PAI E MÃE (Maria Iraci Leal)


FILHOS DO SILÊNCIO
(Rogerio Miranda,poeta da paz) 
REBENTOS SEM PAI E MÃE 
(Maria Iraci Leal) 


 Filhos do silêncio Prisioneiro do destino 
 Fugitivo do bem Sua vida é a escuridão 
 Foste largado sem tua licença 
 Na rua do vicio... 
 Crianças e jovens atirados ao relento 
 Como folhas jogadas ao sabor do vento 
 Frutos do amor adormecido 
 Chamam-te de menor abandonado 
 Mas tu não queres o abandono 
 E sim o carinho de um lar 
 Mas a crueldade da sociedade 
 Te Impôs um vicio maldito... 
 Filhos de pais e mães esquecidos 
 Frutos também da indiferença 
 Nas comunidades pobres ou ricas 
 Sem formação e sem religião 
 Perambulam pelas calçadas e baladas 
 Drogados ou alcoolizados 
 Teorias não resolvem teu problema 
 Porradas te revoltam te acuando 
 Como um bicho assustado, 
 Tua alma marcada pelo preconceito 
 Te exclui da sociedade... 
 Que não te dá o pão nem a solução 
 Governantes mentem e não te ajudam 
 E só te alimentam com teu vicio maldito 
 Em vez de te ajudar desviam a atenção do povo 
 Com falsas promessas... 
 Deleitam-se em festas... 
 No dinheiro maldito 
 Que faz do homem e da sociedade 
 Um bandido ou um egoísta! 


 Rogério Miranda 
 Poeta da paz 
 Rio de Janeiro/Brasil 
 Maria Iraci Leal_MIL 
 RS/Brasil 
 02/10/11 





Página da Fonte de Imagens: http://stencilando.kohl.com.br/c215/

NOS

NOS
NOS
Penso ao vento
gesticulo em tempestades
algo que me traga você
por favor.
Sem exigências
e nem solicitações
tudo que eu tenho
sou eu, e que
tanto precisa
de você
Apenas quero
que venhas
para sermos
nos
ANDRE RUIZ

ATO UNICO DE AMOR

ATO UNICO DE AMOR
ATO UNICO DE AMOR

Assim faminto de ti
como um bebe.
Quero deitar na eternidade
maternal dos teus seios
para em tua grandeza
feminina,
me fazer homem.

ANDRE RUIZ

RIMA EM CHAMAS

RIMA EM CHAMAS
RIMA EM CHAMAS

RIMA EM CHAMAS
Digo-te meu amor
amo- te desde sempre
infinito seu
O qual me sacias
por inteiro
Aguça-me todos
os sentidos
Você e musica
eu sou todo ouvidos
Toda hora
em qualquer tempo
todo dia
eu sou poeta
você poesia
Palavras que nascem
vestidas de chamas
ANDRE RUIZ

A CULPA PODE SER SÓ UM SENTIMENTO

Culpa...
Sentimento indomável,
Presença indolente e
sempre contente,
Indizível aflição,
Insustentável situação,
Que bate a sua porta no meio da noite,
te fazendo perder o sono;
(E, não é ninguém...)
Que cai no teu prato, de lugar algum,
te fazendo perder a fome;
(E não é nada...)
Que te segura o pescoço,
Que te sufoca
Que te seca a garganta,
Que te faz procurar um copo; sem sede,
Só para esquecer,
Que te move, que te leva a todo lugar,
Ou a lugar algum,
Que te faz procurar provas,
E você, sem ao menos um motivo;
(Pois não o tem...)
E ela é então, um fruto da sua imaginação,
Quem sabe ,em defesa da própria palavra...
Ou da própria honra...
Ou da confiança de alguém,
E, pode ser o seu próprio medo,
De ser acusado,
De ser apontado,
Sem nada dever,
Entretanto, as vezes,
Tendo de pagar por tudo isso...

Vera Celms
Licença Creative Commons
O trabalho A CULPA PODE SER SÓ UM SENTIMENTO de Vera Celms foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - SemDerivados 3.0 Não Adaptada.

SEJA COMO FOR

SEJA COMO FOR

SEJA COMO FOR

Olhar adiante
de si mesmo
vida em movimento
renascer constante.
Avesso e complemento
nesse nosso existir
feito de agora,urgências
apenas viver sem demora.
Vida poesia que nos sacia
exclamo pontuo declamo
Reescrevo-me desperto
meu viver, seja como for
para todo sempre amor

ANDRE RUIZ

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

O que diz o meu olhar


... e há a poesia que me preenche,
teu beijo que me extasia,
e um sonho que me consola...
Quisera eu ter asas e voar
até o teu infinito mágico, amor...
de poemas me embriagar
e me aconchegar em teu versejar,
em teu colo quente
e nesse sonho velejar...


Carinhos


Carinhos...
Plumas soltas nas asas das minhas mais loucas fantasias
vívidas de desejos, de sonhos,
prontas a aflorarem alma afora
até dominarem teu corpo, tuas sensações...
Carinhos...
Gotas cintilantes de amor dourado,
sussurros de um coração enamorado...



SAUDOSO

SAUDOSO



SAUDOSO
Pensamentos torpes
latejam em mim
Saudades desnudas
te sinto aqui
sumo seu que
na imaginação
me molha a boca
aos pouco
em doses pequenas
em conta gotas
Palavras nossas
que me vem úmidas
torpes pensamentos
bebo de ti.
Assim amanheci
saudoso!!!!
ANDRE RUIZ

DESVENDA-ME

DESVENDA-ME


DESVENDA-ME
Seus olhos
que passeavam
entre os tempos,
em meus templos
buscando
o infinito
da minha alma
se aprofundando.
Nos meus oceanos
de mistérios
rasgando
meu véu.
Vem desnuda -me
corpo e alma sou refém
desse olhar.
O que parecia ser segredo
agora você já sabe
e apenas amor

Eu te amo.
ANDRE RUIZ

ADÁGIO

ADÁGIO


ADÁGIO
No encantamento perdido
minha imprudência
criou asas.
Me possuindo 
em confissões póstumas
indo ao meu infinito
inebriando meus sentidos.
A entrega uma 
pequena morte em vida 
que nos faz renascer. 
No encantamento perdido
minha imprudência
criou asas.
Toque de um adágio único
aceitação 
e meu infinito te entreguei
ANDRE RUIZ

Pronto nos veremos en Antares! Poema MIL


Pronto nos veremos en Antares! 


Cuando vengas, quiero a tu lado 
Vivir un amor sin forma, sin reglas 
No locuras a los cuatro vientos 
El amor de un buen amigo, un refugio 
Bendito amor con el sentido puro 
Y si es que nunca te acerques 
Si es cierto que usted vive en una estrella 
Además, en otros lugares, tal vez en Antares 
Soñando voy a vivir en la Tierra 
Hasta que la muerte me lleve a ti 
En el horizonte sin fin te encontraré 
De esa manera, sin ningún precepto 
Inexplicable y indubitable 
Hasta que nos encontremos 
Siento tu voz que me dice: 
Mi amor no te desesperes 
El caos y los conflictos 
Que existe nel mundo, en la Tierra 
No tiene fuerza o el poder 
Para matar a un sueño 
La quimera no se pierde 
Y no se permita no creer 
Todo es posible 
Y feliz se puede ser 
Pronto nos veremos en Antares! 


María Iraci Leal_MIL  
POA_RS_Brasil 
14/01/11
[Imagem publicada na Sonico, enviada pelo amigo Mario Chaparro[Argentina] 

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

DESPINDO A NOITE



Noites semblantes deslizam
bronzeando insinuantes corpos]
Penumbras nirvanas fingem esconder
levianos atrevimentos]
Frestas desatentas penetram timidez
colhida em teu tentador olhar]
Feixes de lua desvendam favos de nudez
em tuas cenas vadias]
Avalanche febril revela tatuagem
aos primeiros botões do vestido]

[A dança narra,
mãos falam,
fronteiras desabam
entre o bem e o mal]

Em águas púrpuras modelo seios e pernas em semitons
[concha rara]
Alcanço-me pérola dos mares do Sul, sereia ou mulher
[pressinto agitação]
Marés de domínio embalam crescente strip tease
[a noite vai começar]
Ímpetos deliciosos despem-te o falo obsceno
[o tempo para]
Delírios latejam em meus lábios talhados
[indecente carmim]
Aromas libidos rasgam o ar em gritos úmidos
[safada intimidade]

Loucura fetiche enrosca em dentes
pêlos pubianos]
Gozamos dominação em urros,
entregas, gozos, malícias]
Carícias em licor de pêssego,
entre a banheira e o mar]
Indolente caminha a madrugada
sob os lençóis egípcios]
Rostos adormecem em prateada luz
de fresta réstia]

[A noite eterna,
sem antes ou depois,
confessa aromas
Apoderando-se dos limites
um do outro]


Silvia Mendonça e Silroad Saxmam
Dueto: Durante toda a noite/A noite vai começar!
[Agosto/2008]
[Foto:web]

ABSINTA-ME



Brinde comigo
corpos despidos
sorrisos despudorados
olhares lascivos.

Nos lábios
gosto absinto
vulgar arthemisia
sofisticado Pernoud.

Entrega letal
verdes sonhos
loucos gênios
amante fada.

Bela festa
na tela
Picasso
Van Gogh.

Poética mesa
água ritual
Hemingway
Verlaine.

Ab-sinta-me
Toma-me
Na mistura
Que bebes!

..........................
[SILVIA MENDONÇA]
Publicado no Recanto das Letras
Pirenópolis (GO), 30 de agosto de 2008

FELIZ ANO NOVO

O grande barato da vida é olhar para trás e sentir orgulho. É viver cada momento e construir a felicidade aqui e agora. Claro que a vida prega peças. O bolo não cresce, o pneu fura, chove demais, perdemos pessoas que amamos... Mas, pensa só: tem graça viver sem rir de gargalhar, pelo menos uma vez ao dia??? Tem sentido estragar o dia por causa de uma discussão na ida pro trabalho? Eu quero viver bem... e você? 2011 foi um ano cheio. Foi cheio de coisas boas, mas também de problemas e desilusões, tristezas, perdas, desencontros... Normal... às vezes, se espera demais. A grana que não veio, o amigo que decepcionou, o amor que acabou. Normal... 2012 não vai ser diferente. Muda o século, o milênio, mas o homem é cheio de imperfeições. A natureza tem sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja, mas, e aí? Fazer o quê? Acabar com o seu dia? Com seu bom humor? Com a sua esperança? O que eu desejo para todos nós é SABEDORIA. Que todos nós saibamos transformar tudo em uma "boa experiência". O nosso desejo não se realizou? Beleza... Não estava na hora, não deveria ser a melhor coisa para esse momento (me lembro sempre de uma frase que ouvi e adoro: "cuidado com seus desejos, eles podem se tornar realidade"). Chorar de dor, de solidão, de tristeza, faz parte do ser humano... Mas, se a gente se entende e permite olhar o outro e o mundo com generosidade, as coisas ficam diferentes. Desejo para todo mundo, esse olhar especial! 2012pode se um ano especial, se nosso olhar for diferente. Pode ser muito legal, se entendermos nossas fragilidades e egoísmos e dermos a volta nisso. Somos fracos, mas podemos melhorar, somos egoístas, mas podemos entender o outro. 2012 pode ser o bicho, o máximo, maravilhoso, lindo, especial! Isso dependerá de mim... de você! Pode ser... E que seja!


FELIZ ANO NOVO QUE SEJA!!!!!

Desejos e pecados


Desejos e pecados



Sua voz ao meu ouvido

Dizendo que me quer inteira

Sua boca passeando em meu corpo

Deslizando sua língua

Como quem deseja saborear...

Desfrutar de algo...

E chega até onde você imaginou

Até onde eu quero e desejo

Um desejo mútuo

Compartilhado

Sem juízo, sem medo, sem desculpas

Suas mãos me apertam

Sinto seu cheiro, enlouqueço inteira

Ensandecida vou cedendo

Meus olhos procuram os seus

Minha boca quer a sua

Nesse instante

Nossos corpos já se uniram

Tornaram-se apenas um

E o doce sabor de pecado

É a soma dos desejos saciados!

Lady Val

Quem sou eu afinal? Poema MIL.



 Quem sou eu afinal? 


 Eu não sou quem eu já fui 
 E nem sou o que serei 
 Se eu já fui e não sou mais 
 E nem serei, pois não cheguei 
 Como posso estar sendo 
 Se já não sou mais 
 E nem ainda cheguei lá 
 Quem sou eu afinal? 
 Não me entendo 
Não me conheço 
 Só apresentaram uma forma 
 Que não pode voltar atrás 
 Tampouco dar saltos ao futuro 
 Não pertence a nada 
 Não sei quem sou 
 Não posso ser quem fui 
 Muito menos quem eu serei 
 Afinal eu sou? E o quê? 
 O paradoxo total? 
 KKKKKK_Melhor ir ao carnaval! 


 Maria Iraci Leal_MIL
 D.R.Creative Commons License 
 16/07/11
(Imagem retirada da Web} 

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

SEDENTA

Essa boca sempre povoou meus sonhos... todos...
A mesma boca que dita minha razão nos momentos mais críticos, ainda que em sonhos, me dizendo palavras duras, difíceis e resolutas, é a boca que ilustra lúdica meus sonhos, em sorrisos delirantes.
Possui o gosto do beijo e a ousadia das delícias e das loucuras também...
É a boca perfeita... na forma, umidês, fantasia e paixão.
Esta boca contém, tem contido, gera, enriquece, brota, floresce e enternece.
O toque perfeito, o gesto sonhado, o sorriso necessário, as palavras todas, das mais doces as mais lancinantes. Qualquer momento cabe nesta boca.
Sussurra no meu despertar, se insinua na madrugada, que agitada transcorre insone na sobressaltada excitação e busca insistente, até vencida pela saciedade, em espasmos de prazer, que sorridente se delata, até o adormecer.
Essa boca é sugestão, é pretensão, êxtase completo, que insaciável se repete na multiplicidade do prazer e acalenta, delicada como o pousar de uma borboleta, na minha fronte ainda inundada.
Essa boca freqüenta minha lembrança, lidera meus pensamentos e desordena minha razão. Transpõe o sonho como mágica e aterrissa na realidade.
Mordisca cada pedaço impensado de mim, que desavisado se arrepia, se eriça, se prontifica. Faz de mim lava incandescente que escorre pelos lençóis, pelo tapete, pelo banco do carro.
Mãos aflitas socorrendo minhas sensações mais íntimas, lembram a minha boca a falta da sua, que retorna num repente, sem que jamais tenha saído do lugar.
Quero essa boca diante dos meus olhos cerrados de prazer, sussurrando imoralidades nuas aos meus ouvidos, sorvendo a minha língua, percorrendo úmida, meu corpo desassossegado, inquieto, se contorcendo até que minhas pernas se abram à sua exploração.
Quero oferecer a sua boca, meu sexo todo, corado, inchado, exposto, pulsante, molhado, louco, já aberto pela ajuda das suas mãos tão descontroladas.
Quero essa boca lambendo meu controle, meu equilíbrio, minha razão toda, arrancando da minha afinal, a expressão da minha loucura mais demente.
Quero gritar no gozo do prazer derramado nessa boca, inundada de mim...
Ainda que eu acorde logo em seguida, gritando seu nome... suplicando mais um beijo... ou nunca mais...

Vera Celms
Licença Creative Commons
A obra SEDENTA de Vera Celms foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.

Porto Alegre é demais! 239 anos.


domingo, 25 de dezembro de 2011

ROSEADO INTIMO

ROSEADO INTIMO

ROSEADO INTIMO
Um algo estranho
me invade
eu sei e proibido
mentira e verdade
Suspiros gemidos
imaginação tesão
quanta volúpia
teu corpo que
me encanta.
Todo teu
roseado intimo
candura encanto
em tuas farturas.
Menina mulher madura
nada pra entender
apenas ser entendida
meu secreto
desejo de mulher
ANDRE RUIZ



Dias há / poema MIL


Dias há... 


Dias há em que o sol  
Desponta muito dourado 
Misterioso e safado 
Dá vontade sair da cama 
Sair pulando e cantando 
E o dia já imaginando 
Esquecer compromissos 
Ir passear 
Vestir um jeans 
Uma camiseta 
Caminhar nos jardins 
Andar pelos prados 
Ficar de papo pro ar 
Comer cachorro quente
Comer pipoca 
Dias há 
Que parecem mágicos 
Sem nada acontecer 
Basta o sol aparecer 
Queremos sair e viver! 


Maria Iraci Leal_MIL  
31/08/11 
Modif. em 25/12/2011 
POA/RS/Brasil

ARTE E POESIA: FELIZ 2012.

ARTE E POESIA: FELIZ 2012.

sábado, 24 de dezembro de 2011

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Rogamos/poema MIL.


Rogamos...

Sair ás ruas sem temor
Olhar os parques da vida
A doçura e o encanto da flor
Toda guerra se termine
Se desfaçam as divergências
Iluminem-se corações e mentes
Rogamos...
Uma vida de qualidade
Abraços e apertos de mãos
Aos homens de todas as idades
Entoem uma canção
De amor, entendimento, união
Rogamos pela vida do cipreste
E das perfumadas flores, o afã
Pelo sol que no horizonte nasce
Dourado ainda em cada manhã!
Rogamos...
Que a PAZ mensageira floresça
Em cada coração e em cada nação!

Maria Iraci Leal_MIL_10/06/10
Obra ampliada 22/09/11

NATAL

NATAL

NATAL
De nada adianta isso tudo
luzes bebidas comidas
cumprimentos comemorações afins
nem ser generoso cheio de amor
boas intenções em um só dia
O espírito natalino tem que reinar
em nos a toda hora todo dia
em todos os momentos da nossa vida
ai sim a cada novo amanhecer
escutaras do céus
uma voz a sussurrar-te
- Jesus nasceu! Jesus nasceu!...
O Messias Leão da tribo de Judá
nasceu em nossos corações
e vive para sempre em nos
DEUS OS ABENÇOE !!!!
ANDRE RUIZ

CAIS

CAIS
CAIS

NAVEGO EM TUAS ILHAS
CORRENTES
DE AGUAS CRISTALINAS
ME REMETEM A VOCE.
VOLTO SEMPRE PRO TEU CAIS
ES MEU DESTINO IMPLACÁVEL
ANCAS ANCORAS LABIOS
APORTO EM TEU CORPO
TEU CAIS MEUS AIS.
FURIA CALMARIA MANSIDÃO
ES MINHA TRIPULAÇÃO
NOITE DE AMOR.
TE QUERO SEMPRE
ASSIM COMO QUEM
TEM SEDE DE AGUA

ANDRE RUIZ

CLARICIANDO


Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente." Clarice Lispector

RISO DE AMOR


RISO DE AMOR
RISO DE AMOR
Essa tanta luz
que nos uniu
esse amor
secreto
mudo escondido
que tanto grita
suspira aqui
dentro de mim.
Me fazendo cativa
compartilhar luar
contemplar estrelas
nesse teto em nosso
quarto de dormir.
Sorrir o teu amor
e o que me faz existir.
ANDRE RUIZ